Orçamento em 3 potes: um jeito simples de começar

Contas fixas, dia a dia e futuro. Veja como descobrir o tamanho de cada pote pelo extrato de um mês, onde anotar e o que fazer quando um estoura.

Por Time Facio · 5 de setembro de 2026 · 4 min de leitura

Três potes de vidro vazios numa prateleira de cozinha, com etiquetas escritas à mão: contas, dia a dia e futuro

Orçamento em 3 potes é dividir o que entra no mês em três partes: contas fixas, dia a dia e futuro. Você descobre o tamanho de cada pote olhando o extrato de um mês, anota onde for mais fácil e ajusta com o tempo. Não precisa de planilha complicada nem de percentual certo pra começar.

O que vai em cada pote

A ideia é simples: em vez de controlar dezenas de gastos, você cuida de três grupos.

  • Pote 1, contas fixas. O que vence todo mês com valor parecido: aluguel ou prestação da casa, luz, água, internet, celular, transporte, escola, plano de saúde. Se tem parcela de dívida ou empréstimo, ela entra aqui também.
  • Pote 2, dia a dia. O que varia: mercado, padaria, farmácia, roupa, lazer, aplicativo de comida, aquele café. É o pote que mais mexe com a sensação de "pra onde foi meu dinheiro".
  • Pote 3, futuro. Junta duas coisas: a reserva pra imprevisto e um objetivo seu, como trocar o celular, fazer uma viagem ou dar entrada em algo. Pode começar com um valor pequeno. O que importa é o pote existir.

Se um gasto não se encaixa direito, não trave. Escolha um pote e siga. Dá pra mudar depois.

Como descobrir o tamanho de cada pote

Não existe percentual certo. O tamanho dos seus potes depende do seu aluguel, da sua cidade, de quantas pessoas dependem de você. O jeito mais honesto de descobrir é olhar pra trás.

  1. Abra o extrato do último mês no app do banco. Se você usa cartão, abra a fatura também.
  2. Marque cada gasto com 1, 2 ou 3. Não precisa ser perfeito. Uma passada rápida já mostra o desenho.
  3. Some cada grupo. Agora você sabe quanto foi pra contas fixas, quanto foi pro dia a dia e quanto sobrou pro futuro, se sobrou.
  4. Compare com o que entrou. Se a soma dos três passa da renda, o mês fechou no vermelho e um dos potes precisa encolher.

Se quiser um ponto de partida, uma referência comum em educação financeira é reservar cerca de metade pras contas fixas, um terço pro dia a dia e o resto pro futuro. Trate isso como chute inicial, não como regra. Quem paga aluguel alto vai ter um pote 1 maior, e tudo bem. O objetivo é que os três caibam dentro do que entra.

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E quando a renda varia?

Quem trabalha por conta, recebe comissão ou faz bico não tem um salário igual todo mês. Nesse caso, o truque é planejar pelo mês mais fraco, não pelo mais forte.

  • Olhe os últimos três a seis meses e pegue o menor valor que entrou. Esse é o seu "salário base" pra montar os potes.
  • Quando um mês vem melhor, a diferença vai primeiro pro pote 3. Assim, o mês fraco seguinte tem de onde tirar.
  • Se der, abra uma conta separada só pro pote 3. Dinheiro que não aparece no saldo do dia a dia é dinheiro que não vaza.

Onde anotar

O melhor lugar é o que você vai olhar de verdade. Três opções que funcionam:

  • Papel. Uma folha com três colunas na porta da geladeira. Simples e visível.
  • Planilha. Três linhas, doze colunas, uma por mês. Serve pra quem gosta de ver o histórico.
  • O próprio app do banco. Muitos apps já separam gastos por categoria e permitem criar caixinhas ou metas. Se o seu tem, use. É o pote 3 pronto.

Anote uma vez por semana, não todo dia. Cinco minutos no domingo bastam pra saber em que pé cada pote está.

O que fazer quando um pote estoura

Vai acontecer. Um remédio, um conserto, um mês com mais convite pra sair. Estourar um pote não é fracasso, é informação.

  1. Veja de qual pote saiu o extra. Quase sempre é o do dia a dia.
  2. Compense no mês seguinte, não no mesmo. Tentar zerar tudo em uma semana costuma dar errado e desanimar.
  3. Se o pote 1 estourou, revise as fixas. Um plano de celular mais barato ou uma assinatura a menos muda o tamanho do pote todo mês.
  4. Se foi imprevisto de verdade, use o pote 3. É pra isso que ele existe. Depois, reponha aos poucos.

O que não vale é parar de anotar porque um mês saiu do trilho. O mês seguinte começa do zero.

Comece pequeno

Você não precisa acertar os três potes de primeira. Comece separando só o pote 1, que é o mais previsível. No mês seguinte, olhe o que sobrou e tente colocar um valor no pote 3, mesmo que seja pequeno. O dia a dia vira o que fica no meio.

Depois de dois ou três meses, os tamanhos se acomodam e você para de pensar nisso. Aí o orçamento vira hábito, não tarefa.

Como a Facio entra nisso

Às vezes o pote 1 vence antes do salário cair e o pote 3 ainda não deu conta. O Crédito Fácil da Facio é uma opção pra esse tipo de aperto pontual: você vê valor, juros e data antes de contratar, escolhe quando pagar e quita em parcela única. Quanto antes pagar, mais barato fica.

Perguntas frequentes

Preciso de planilha pra fazer o orçamento em 3 potes?

Não. Papel, planilha ou o próprio app do banco funcionam. O melhor lugar é o que você vai olhar de verdade toda semana.

Qual percentual colocar em cada pote?

Não existe percentual certo. Um ponto de partida comum é cerca de metade pras contas fixas, um terço pro dia a dia e o resto pro futuro. Isso se ajusta ao seu aluguel, à sua cidade e à sua renda.

E se não sobrar nada pro pote do futuro?

Comece com um valor pequeno, mesmo simbólico, e aumente quando um mês vier melhor. O importante é o pote existir e virar hábito.

Fontes

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