Qual dívida pagar primeiro? Um jeito simples de decidir
Primeiro o que mantém a casa em pé, depois o que cresce mais rápido. Uma ordem simples pra decidir, dois métodos pra organizar e o que evitar.

Pague primeiro o que mantém a casa em pé: aluguel, luz, água, comida e remédio. Depois, as dívidas que crescem mais rápido, como rotativo do cartão e cheque especial. Em seguida, as que têm consequência direta, como financiamento de carro ou casa. Por último, as mais baratas, que dão pra negociar com calma.
Primeiro, o que mantém a casa em pé
Antes de pensar em qualquer dívida, garanta o básico do mês: moradia, luz, água, gás, comida, remédio e o transporte pra trabalhar. Sem isso, nada do resto se sustenta.
Parece óbvio, mas na pressão da cobrança muita gente faz o contrário: paga o cartão pra parar de receber ligação e deixa a luz atrasar. Cobrança incomoda, mas corte de energia e aluguel atrasado desmontam a rotina. E rotina desmontada é o que mais atrapalha na hora de sair da dívida.
Se o dinheiro não dá nem pra essa lista, é hora de negociar as contas de consumo com as próprias empresas. Distribuidoras de energia e água costumam ter parcelamento pra conta atrasada.
Depois, as dívidas que crescem mais rápido
Quitado o essencial, a prioridade é o que multiplica. No Brasil, as duas dívidas que costumam crescer mais rápido são:
- Rotativo do cartão de crédito. É o que acontece quando você paga menos do que o total da fatura. O saldo que sobra recebe juros altos, e no mês seguinte os juros entram na conta de novo.
- Cheque especial. É o limite que o banco libera quando a conta fica negativa. Também tem juros entre os mais altos do mercado.
Essas duas não esperam. Cada mês sem resolver, o valor sobe. Por isso elas vêm antes de qualquer outra, mesmo que o saldo pareça pequeno hoje. Se não der pra quitar, negocie: bancos oferecem parcelamento com juros menores tanto pro rotativo quanto pro cheque especial, e regras do Banco Central obrigam o banco a oferecer uma alternativa de parcelamento pra quem fica no rotativo.

Em seguida, as que têm consequência direta
Algumas dívidas têm um bem por trás. Financiamento de carro, de moto e de casa são os exemplos mais comuns. Se o atraso se estende, o bem pode ser tomado, e você perde o que já pagou por ele além de ficar sem o carro ou a casa.
Essas dívidas geralmente têm juros menores do que cartão e cheque especial, por isso vêm depois deles na lista. Mas não podem ficar pra depois por muito tempo. Se não der pra pagar a parcela, procure o banco antes do atraso virar processo. Renegociar prazo ou adiar uma parcela mediante acordo costuma ser possível.
Consórcio e crediário de loja com garantia entram no mesmo grupo.
Por último, as mais baratas
Sobram as dívidas que não crescem tão rápido e não têm um bem em risco: carnê de loja, conta de telefone antiga, parcela de curso, empréstimo com juros baixos. Elas podem registrar seu nome nos birôs de crédito, o que dificulta novo crédito, mas não desmontam a casa nem multiplicam do dia pra noite.
Por isso, dão pra negociar com mais calma. Dívidas antigas costumam ter descontos maiores, e o credor tem interesse em receber algo em vez de nada.
Dois métodos pra ordenar
Dentro de cada grupo, você ainda precisa escolher por onde começar. Existem dois jeitos conhecidos:
- Juros maior primeiro. Você ataca a dívida mais cara, paga o mínimo nas outras e, quando quita a primeira, joga o valor na segunda mais cara. É o método que faz você pagar menos no total. Funciona bem quando a diferença de juros entre as dívidas é grande.
- Saldo menor primeiro. Você quita a dívida menor, sente o alívio de riscar uma da lista e usa a motivação pra seguir. Paga um pouco mais no total, mas mantém o ânimo. Funciona bem quando você tem muitas dívidas pequenas e precisa de resultado rápido pra não desistir.
Nenhum dos dois é errado. Se você é do tipo que desanima fácil, comece pelo saldo menor. Se consegue manter o plano sem ver resultado logo, vá pelo juros maior.
Uma regra vale pros dois: negocie as dívidas caras antes de pagar as baratas. Pedir desconto ou parcelamento no rotativo e no cheque especial reduz o tamanho do problema antes de começar.
O que não fazer
- Deixar de pagar tudo pra quitar uma só. Zerar o cartão e atrasar aluguel, luz e financiamento troca um problema por três.
- Pegar crédito caro pra pagar dívida barata. Usar o cheque especial pra quitar um carnê é pagar mais pelo mesmo valor.
- Fazer acordo que não cabe no mês. A parcela que quebra em dois meses volta com juros novos.
- Ignorar as cartas e mensagens de cobrança. Ler não obriga a nada e ajuda a saber com quem falar.
- Pagar quem grita mais alto. A ordem é pelo custo e pela consequência, não pelo volume da cobrança.
Na Facio, a conta é feita antes
Se a saída pra uma dívida cara for trocar por uma mais barata, o Crédito Fácil da Facio mostra valor, juros e data antes de você decidir. Você paga em parcela única, na data que escolher, e quanto antes pagar, mais barato fica. A análise olha o seu perfil de hoje, não só o histórico.
Perguntas frequentes
Devo pagar o cartão antes do aluguel?
Não. Primeiro o que mantém a casa em pé: aluguel, luz, água, comida e remédio. O cartão vem logo depois, porque é uma das dívidas que mais cresce.
Juros maior primeiro ou saldo menor primeiro?
Juros maior faz você pagar menos no total. Saldo menor dá resultado rápido e mantém o ânimo. Escolha o que você consegue sustentar até o fim.
O que acontece se eu atrasar o financiamento do carro?
O carro é a garantia do contrato, então atrasos longos podem levar à retomada do bem. Procure o banco antes disso pra renegociar prazo ou parcela.



