Superendividamento: o que fazer e como pedir ajuda

Quando as dívidas tiram o básico do mês, a lei abre um caminho pra pedir um plano de pagamento com os credores. Quem pode pedir e por onde começar.

Por Time Facio · 29 de outubro de 2026 · 4 min de leitura

Mulher de uns 50 anos sentada numa cadeira de sala de espera de atendimento público, com uma pasta azul fechada no colo e o olhar tranquilo, na luz da manhã

Superendividamento é quando a pessoa, agindo de boa-fé, não consegue mais pagar as dívidas de consumo sem deixar faltar o básico, como comida, moradia e remédio. Desde 2021, a lei permite pedir um plano de até 5 anos, negociado com os credores juntos. O primeiro passo é procurar o Procon ou a Defensoria Pública.

O que é superendividamento, na prática

Não é ter uma conta atrasada nem estar com o nome sujo. É quando a soma das parcelas passou do que a renda aguenta, e pagar tudo em dia significaria cortar comida, aluguel ou luz.

A Lei 14.181, de 2021, conhecida como Lei do Superendividamento, mudou o Código de Defesa do Consumidor pra tratar esse caso. Ela parte de uma ideia simples: ninguém deve abrir mão do básico pra pagar banco ou loja. Esse básico tem nome, mínimo existencial, e o valor é definido em decreto pelo governo.

Quem pode pedir

A lei vale pra pessoa física que:

  • Tem dívidas de consumo, como cartão de crédito, cheque especial, empréstimo, crediário, carnê de loja e contas de luz, água, gás e telefone.
  • Não consegue pagar tudo sem comprometer o mínimo existencial.
  • Fez as dívidas de boa-fé, ou seja, sem fraude e sem a intenção de não pagar.

Estar com restrição no CPF não impede o pedido. Ser autônomo, aposentado ou CLT também não muda nada.

Garanta hoje seu crédito Facio e receba na hora. Quero aproveitar.

Que dívidas ficam de fora

Nem tudo entra no plano. Ficam de fora:

  • Financiamento de imóvel e crédito rural.
  • Crédito com garantia real, como o empréstimo com imóvel dado em garantia.
  • Compra de produtos ou serviços de luxo de alto valor.
  • Dívidas feitas com fraude ou má-fé.

Pensão alimentícia e impostos também não são dívidas de consumo, então seguem pelas regras próprias.

Como funciona o plano de pagamento

O coração da lei é a conciliação em bloco. Em vez de negociar com cada credor separado, você senta com todos de uma vez.

  1. Você apresenta uma proposta de pagamento com o que cabe no seu orçamento depois do básico.
  2. Os credores são chamados pra uma audiência de conciliação, juntos.
  3. Fechado o acordo, sai um plano com prazo de até 5 anos, que diz quanto e quando pagar cada credor. Cada dívida continua sendo paga ao seu credor.

Se um credor for chamado e faltar sem motivo, a cobrança dele fica suspensa e para de correr juros de atraso. Quando o valor da dívida é certo e você sabe quanto é, ele entra no plano mesmo assim e só recebe depois dos credores que foram. Se não houver acordo, você pode pedir ao juiz a abertura de um processo por superendividamento, que pode terminar num plano definido pela Justiça.

Uma regra pra ter em mente: depois de quitar um plano aprovado pela Justiça, um novo pedido só pode ser feito dois anos depois. Isso não impede renegociar o plano se a situação mudar.

Onde pedir ajuda

O primeiro atendimento é gratuito e pode começar por mais de uma porta:

  • Procon da sua cidade ou estado. Vários têm núcleo próprio de apoio ao superendividado e fazem a conciliação com os credores.
  • Defensoria Pública. Atende quem não pode pagar advogado e acompanha o caso se for pra Justiça.
  • Centros de conciliação dos Tribunais de Justiça. Os Cejuscs fazem audiências de negociação sem processo.

Se o problema for uma cobrança errada ou abusiva de uma empresa específica, dá pra reclamar no consumidor.gov.br em paralelo, se ela estiver cadastrada na plataforma.

O que levar no atendimento

Chegar com tudo à mão adianta a conversa. Separe:

  1. Documento com foto e CPF.
  2. Comprovante de renda, como holerite, extrato do benefício ou extrato da conta.
  3. A lista de dívidas, com credor, valor e parcela. O Registrato, do Banco Central, mostra de graça os empréstimos em bancos, e os birôs de crédito mostram o que está registrado no CPF.
  4. Seus gastos básicos do mês, como aluguel, luz, água, mercado, transporte e remédio.

Não precisa ter tudo perfeito. O atendimento ajuda a montar o quadro.

Como a Facio entra nisso

Quem está superendividado não precisa de mais crédito, precisa de um plano. A gente prefere dizer isso com todas as letras. Quando as contas voltarem pro lugar e aparecer um aperto pontual, o Crédito Fácil da Facio mostra valor, juros e data antes de você contratar, pra decidir com tudo na mesa.

Perguntas frequentes

Quem está com nome sujo pode pedir ajuda por superendividamento?

Pode. A lei olha se as dívidas tiram o básico do mês e se foram feitas de boa-fé, e não se o CPF tem restrição.

Precisa de advogado pra pedir o plano de pagamento?

Pra começar, não. Procon, Defensoria Pública e os centros de conciliação dos Tribunais de Justiça fazem o primeiro atendimento sem custo.

Em quanto tempo dá pra pagar as dívidas pelo plano?

O plano pode ter prazo de até 5 anos. Ele define quanto e quando pagar cada credor, com parcelas que cabem no orçamento.

Fontes

Garanta hoje seu crédito Facio e receba na hora. Quero aproveitar.