Golpe da falsa central: o que seu banco nunca vai pedir

Ligação ou mensagem dizendo que sua conta foi invadida? Veja como o golpe da falsa central funciona, o que nenhum banco pede e o que fazer se já passou dados.

Por Time Facio · 7 de outubro de 2026 · 4 min de leitura

Homem de camiseta azul na cozinha de casa olhando desconfiado o celular, que mostra uma ligação de número desconhecido

Golpe da falsa central é quando alguém liga ou manda mensagem fingindo ser do seu banco, avisa de uma compra estranha ou de uma invasão na conta e usa o susto pra pegar senha, código ou um Pix. Nenhum banco pede senha, token ou transferência pra uma "conta segura". Na dúvida, desligue e ligue pro número do cartão.

Como o golpe da falsa central começa

Quase sempre começa com um contato que você não pediu. Pode ser uma ligação, um SMS, uma mensagem no WhatsApp ou um e-mail. A pessoa se apresenta como funcionária da central de segurança do banco e fala de um problema urgente: uma compra que você não reconhece, uma tentativa de invasão, um cartão clonado.

O roteiro é feito pra assustar e apressar. A partir daí, vêm os pedidos. Confirmar dados do cartão. Digitar a senha pra "cancelar" a compra. Fazer um Pix pra uma conta que vai "proteger" o dinheiro. Instalar um aplicativo de segurança. Clicar num link pra "bloquear" a operação.

Existe até uma versão em que o golpista pede pra você ligar pro número atrás do cartão. Só que ele não desliga. A linha fica aberta, outro golpista atende como se fosse a central e você entrega os dados achando que está falando com o banco.

O que nenhum banco pede por telefone ou mensagem

Guarde esta lista. Se qualquer item aparecer na conversa, é golpe.

  • Senha do cartão, do app ou do internet banking. Nem digitada, nem falada, nem "só os três últimos números".
  • Código que chegou por SMS ou pelo token. Esse código serve pra autorizar uma operação. Quem pede quer usar ele no seu lugar.
  • Pix ou transferência pra "conta segura". Não existe conta segura, conta de auditoria nem conta de proteção. Dinheiro em conta não precisa ser movido pra ficar protegido.
  • Instalar aplicativo ou dar acesso ao celular. Programas de acesso remoto entregam o seu aparelho pro golpista.
  • Entregar o cartão a um motoboy, mesmo cortado. O chip continua funcionando.
  • Clicar em link pra cancelar uma compra ou um boleto. O Banco Central alerta que esse "cancelamento" costuma ser, na verdade, um pagamento.
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Por que a ligação parece verdadeira

O golpista sabe seu nome completo, às vezes o banco onde você tem conta e parte do CPF. Esses dados vêm de vazamentos e circulam por aí. O número que aparece no identificador de chamadas pode ser manipulado pra parecer o do banco. E o roteiro imita a central de verdade, com música de espera, protocolo e tom educado.

Nada disso prova que a ligação é real. Um banco de verdade pode ligar pra confirmar uma compra, mas ele não pede senha, não pede transferência e não se ofende se você desligar pra ligar de volta.

O que fazer na hora

  1. Desligue. Sem discutir, sem explicar. Quanto mais tempo na linha, mais chance de o roteiro funcionar.
  2. Não ligue de volta pro número que chamou nem pro que veio na mensagem.
  3. Use outro telefone, ou espere alguns segundos, e ligue pro número atrás do cartão. Ou abra o app do banco e fale pelo chat oficial.
  4. Não clique em link de SMS, WhatsApp ou e-mail. Apague a mensagem.
  5. Combine uma regra em casa: ninguém resolve nada por telefone na hora. A resposta é sempre "vou ligar pro banco". Isso protege principalmente quem é mais velho.

Já passei dados ou fiz um Pix. E agora?

Agir rápido muda o resultado. A ordem que funciona:

  1. Ligue pro banco pelos canais oficiais e peça o bloqueio do cartão e dos acessos. Troque as senhas em seguida.
  2. Se fez um Pix, conteste no app. O MED, Mecanismo Especial de Devolução, bloqueia o valor na conta de quem recebeu, se ainda houver saldo, e devolve se a fraude for confirmada. O pedido pode ser feito em até 80 dias, mas as chances caem a cada hora.
  3. Registre um boletim de ocorrência. Dá pra fazer pela delegacia eletrônica do seu estado.
  4. Consulte o Registrato, no site do Banco Central, pra ver se abriram conta, chave Pix ou empréstimo no seu nome. Lá também dá pra ativar o BC Protege+, que impede a abertura de contas em seu nome.
  5. Se o banco não resolver, procure o Procon, o consumidor.gov.br ou registre uma reclamação no Banco Central.

Como a Facio fala com você

A Facio nunca liga pedindo senha e não pede a senha do seu banco em nenhum momento. A conexão pelo Open Finance acontece dentro do app, sem senha e sem permissão pra mover dinheiro na sua conta. Cadastro e app são gratuitos, e nada é cobrado antes de o Crédito Fácil cair na conta. O contato é só pelo app e pelo WhatsApp oficial, (11) 95213-9588. Se alguém falar em nome da Facio por outro número, desconfie e confirme pelo app.

Perguntas frequentes

Banco liga pra confirmar compra?

Pode ligar ou mandar uma notificação pra confirmar uma compra. O que o banco nunca faz é pedir senha, código ou transferência nessa ligação. Na dúvida, desligue e ligue de volta pelo número do cartão.

O que é a conta segura que o golpista fala?

Não existe conta segura. Pedir pra você transferir o dinheiro pra outra conta, pra proteger o saldo, é a marca do golpe da falsa central.

Caí no golpe da falsa central e fiz um Pix. Dá pra recuperar?

Pode ser. Conteste a transação no app do banco pelo MED, o Mecanismo Especial de Devolução, em até 80 dias. O valor fica bloqueado na conta do golpista se ainda houver saldo e volta se a fraude for confirmada.

Fontes

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